- Não implante os processos. Assim poderá culpar seus funcionários pelos inúmeros obstáculos e o fato de todos se dedicarem aos incêndios, sobretudo, você.
- Evite contratar pelo perfil. Continue na tentativa e erro. De tal modo terá grandes chances de ter que resolver pessoalmente os problemas que seriam de outros.
- Não tenha tempo para se dedicar ao ensino das rotinas aos novos contratados. Deixe que eles tentem aprender na raça. Deste modo, eles levarão muito tempo para assimilar suas funções e você poderá chamá-los de incompetentes;
- Jamais ofereça feedback da forma adequada. Pois, caso você o faça, eles se sentirão respeitados, considerados e saberão o que você espera deles.
- Não estabeleça metas claras e objetivas; muito menos as desdobre, com a identificação dos respectivos responsáveis.
- Caso, por algum acidente de percurso, as suas metas sejam claras, evite em diligenciá-las. Porque se o fizer, provocará alguma sinergia entre a equipe e isso poderá diminuir a bagunça. Lembre-se, sem ambiente bagunçado será mais difícil encontrar bodes expiatórios para as falhas de comando.
- Procure não treinar ninguém, mas caso tenha que fazê-lo, não vincule as atividades de treinamento com alguma ação de maior amplitude para a organização e nem acompanhe o desempenho das pessoas depois de treinadas. Tenha claro que treinamentos realizados de modo isolado produzem resultados mínimos.
- Mergulhe no operacional, junto com os demais. Assim, os mais esclarecidos e proativos perderão a esperança de que a empresa possa mudar de nível e começarão a pensar em ir embora. Esses proativos e esclarecidos sempre são uma ameaça para a manutenção do estado de coisas na empresa.
- Mantenha seu foco nos problemas e nunca nas melhorias. Caso contrário, os demais poderão achar que tem o direito de trabalhar de modo planejado e organizado.
- Nunca delegue. Centralize todas as decisões em você. Até a autorização da compra do papel higiênico dever ser prerrogativa do dirigente. Do mesmo modo continuará alimentando o clima do corre-corre a apagar de incêndios. Com todos na correria você poderá continuar culpando seus funcionários pelo fracasso do negócio e não precisará assumir a sua parte de responsabilidade.
- Procure constantemente as falhas das pessoas e nunca suas potencialidades. Com isso elas nunca ousarão ter a coragem de serem criativas ou agirem com iniciativa.
- Todas as vezes que detectar uma falha, trate a culpa e não a oportunidade de identificar a sua causa fundamental. Lembre-se, as causas dos grandes problemas são simples. Se alguém atuar na causa, vai descobrir que sua gestão de processos é falha.
- Nunca chame a atenção tratando do fato, mas sim generalize, chamando as pessoas de incompetentes, desmotivadas, etc. Com tal tratamento, seu poder estará garantido (enquanto eles ficarem na empresa).
- Seja complacente com a negligência e passividade. Assim, desmoralizará as regras e as relações serão pessoais e não profissionais. Logo, alimentará o surgimento de facções e panelinhas, que geram conflitos e colocam as pessoas fora do foco do negócio da organização.
- E tantos outros.
As recomendações acima são parte da antítese do bom gerenciamento. Infelizmente é mais comum do que se imagina.
Caso queira outro destino para a sua organização ou setor, faça tudo de modo oposto ao descrito aqui, dando início pela viabilização do gerenciamento através dos processos.
Conceitualmente, é mais fácil do que se presume realizar um bom gerenciamento, mas é necessário que os gestores estejam dispostos a atuar de modo diferente e com organização.
As ferramentas para obter o resultado positivo são muito simples de serem usadas. Entretanto é fundamental associar ferramentas de gestão com mudanças comportamentais adequadas.
Uma ótima semana!!!!
Maurício Magagna