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Segunda-feira, 07 de novembro de 2011

Pai Rico, Filho Nobre e Neto Pobre – Parte I

Antes de avançarmos na nossa abordagem é necessário que deixemos claro que existem muitas empresas familiares que obtém sucesso no seu processo de sucessão.

Eu não me lembro se escutei ou se eu li a frase do título deste artigo em algum lugar. Só sei que faz muito tempo e ela ficou marcada em minha mente como algo muito poderoso.

Estava entrando em minha juventude e naquela época já me interessava pelo desempenho das empresas brasileiras.

Acompanhando os noticiários de um dos jornais da minha cidade, verificava que várias empresas de grande importância estavam vivenciando dificuldades financeiras. A maior parte deixou de existir.

Eu ficava muito surpreso com a situação e tentava entender a razão de tantos revezes em empresas ou grupos que permaneceram sólidos por décadas e depois faliram ou foram absorvidos por outros investidores.

As respostas começaram a surgir apenas depois de aprofundar meus estudos sobre o comportamento humano:

  • Os fundadores dessas organizações possuíam o espírito empreendedor. Não eram bons gestores;
  • Empreendedores são raros. São as pessoas que enxergam oportunidades onde a grande maioria encontra problemas e justificativas para não tentarem;
  • Ocorre que um estudo um pouco mais cauteloso revela que a maior parte dos empreendedores teve origem em famílias pobres e passaram por todos os tipos de adversidades;
  • E nos atrevemos a assegurar que sem as sucessivas adversidades pelas quais essas pessoas passaram, talvez não tivessem tido tanto sucesso quanto tiveram;
  • Ou seja, o exercício de enfrentar e resolver os problemas potencializa as características de empreendedorismo.

Se tivermos razão quanto ao que estamos afirmando, talvez então esteja aí a causa do insucesso das organizações ao passarem pelo processo de sucessão familiar: a falta da adversidade nas vidas dos filhos e netos.

Interessante como em várias situações, os filhos e netos receberam educação do mais alto nível através de cursos de graduação e especialização voltados para gestão. Porém, os conhecimentos não foram suficientes.

Note o leitor que nem estamos fazendo menção aos playboys de carteirinha. O destino desses é fácil de prever.

Novamente insistimos: o que caracteriza um líder empreendedor são qualidades comportamentais e não capacitações relacionadas a processos e metodologias de gestão.

Infelizmente as pessoas, mesmo as positivas, crescem a partir de reações a adversidades de forte impacto. Necessitam do sofrimento e privações para iniciarem movimentos de reação e o exercício desses movimentos acaba se tornando hábito.

Quando está tudo dentro da normalidade é comum nos acomodarmos.

Em geral, as pessoas não avaliam suas restrições comportamentais e, portanto, não agem para se livrarem delas. Convivem com seus problemas durante décadas e muitas vezes, problemas tolos, mas que as impedem de obter maiores sucessos.

Pergunto ao prezado leitor - quantas vezes por dia você se questiona sobre:

  • Quais são os problemas que vêm se repetindo com frequência em sua vida (em qualquer aspecto)?
  • Quais restrições comportamentais que você possui e que estão relacionadas com esse tipo de problema?
  • Quais seriam os recursos comportamentais que você deveria ter mais desenvolvido para se livrar de ser o próprio causador das suas dificuldades?
  • O que você tem feito para conquistar essas metas comportamentais?

Metas comportamentais???? Isso existe????

Chamo a atenção para estrutura dos questionamentos apresentada logo acima.

Ela faz parte de um processo que pode garantir a quem o utiliza o desenvolvimento das suas próprias habilidades comportamentais, rumo a excelência pessoal.

Perceba ainda que se trata de um processo afirmativo, construtivo que não depende de vivenciar adversidades para passar a agir de modo mais positivo.

Portanto, não se trata de reação, mas sim, de ação (consciente).

Mas, infelizmente, quase ninguém cuida do próprio pensamento rumo ao autodesenvolvimento. Seguimos "deixando a vida nos levar". E se é assim, o comodismo impera: a escolha é da vida e não sua.

No caso do pai rico, o fato de ter buscado suprir seus filhos com todo o conforto, os privou do exercício do desenvolvimento das habilidades comportamentais.

E nos caso dos filhos e dos netos, recomendamos:

  • Adquirir conhecimentos em processos e metodologias de gestão; e
  • Buscar muito conhecimento sobre os comportamentos que são necessários para a árdua missão de liderar uma organização rumo ao crescimento sustentado.

Uma ótima semana!!!!

Maurício Magagna

Comentários
Isso é terrivel, mas realmente acontece muito mundo à fora!Tiagoem 09 nov 2011 às 13:01
Só posso dizer que,isto é uma realidade incontestável.
E os exemplos estão aí, em muitos casos, para qualquer um que duvide.
Obrigado pela abordagem, isso faz o alicerce para a nova geração.
Rômoloem 08 nov 2011 às 13:06
0lá bom dia!!
Adorei a matéria,ja li esse livro,,,e além do mais voce
é um homem lindo,,rsss tudo perfeito ;boa semana
rosiem 08 nov 2011 às 09:31
Mauricio, texto perfeito e real .

Abraços
Luciana
Lucianaem 08 nov 2011 às 09:22
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