Durante um dos nossos trabalhos de "Coaching" com os dirigentes de uma organização nos foi feita a seguinte pergunta:
- Uma pessoa negativa pode ser um bom líder?
A nossa resposta foi: não!
Fundamentamos:
- De acordo com as nossas crenças, o papel principal de uma pessoa em posição de liderança é desenvolver as potencialidades dos seus liderados.
- Pessoas com padrões mentais predominantemente negativos não percebem potencialidades, mas sim, defeitos;
- Pessoas negativas atuam através de críticas destrutivas, muitas vezes, pejorativas;
- E essas manifestações do comandante negativo sobre os comandados criam as circunstâncias para:
- Frustação dos mais comprometidos com o projeto da organização;
- Valorização dos posicionamentos reativos;
- Surgem as falanges;
- Passa-se a administrar os conflitos e não os assuntos de interesse da organização.
- No entanto, existem pessoas negativas que desempenham muito bem suas funções e tarefas. Talvez, em função de reação aos mesmos dispositivos (programação mental) que potencializaram suas reações negativas. Não suportam a crítica e avaliações restritivas com relação a si, apesar de reagirem de tal forma com relação a outras pessoas. Trabalham bem, mas são destrutivas quando exercem comando;
- E não adianta a tentativa de disfarçar suas reações. Os indivíduos são influenciados o tempo todo, de muitas formas. As mais sutis são as mais devastadoras;
- E quando metas desafiadoras são expostas aos negativos, as reações contrárias são imediatas. Suas mentes reagem buscando todos os motivos pelos quais as coisas não darão certo;
- E a possibilidade de sabotagens veladas, mesmo que de forma inconsciente, será muito grande, do tipo:
- Não agirem conforme as diretrizes e sim conforme suas crenças;
- Influenciarem seus liderados a desacreditarem no projeto;
- Avaliarem de modo restritivo seus liderados que manifestarem empolgação com tudo que esteja fora dos seus interesses.
Uma dúvida muito comum: Uma pessoa pode mudar seu estado mental?
E a nossa resposta é sim.
A condição fundamental para que uma pessoa altere o seu comportamento é "o querer".
Depois da convicção de que necessitam mudar o comportamento, precisam mergulhar no conhecimento de recursos comportamentais que as auxiliem na difícil, mas não impossível empreitada.
Quem ganha com isso? Em primeiro lugar a própria pessoa e, conseqüentemente, todos que a cercam.
Infelizmente, em função do modelo de reatividade da sua mente, os negativos resistem fortemente às mudanças.
Talvez, como algum dispositivo de autodefesa, assumem postura agressiva quando o assunto é o seu próprio comportamento.
Quanto mais reativa uma pessoa, mais dificuldade possui para perceber contextos benéficos e oportunidades que estão à sua volta.
Contrariamente a isso, obtém algum crescimento quando passam por momentos de forte adversidade. Perder emprego com certa constância pode ser um exemplo.
Poderá surgir um momento no qual comece a considerar que o problema está com elas e não com os empregadores, os colegas de trabalho, com mundo cruel, etc.
Aos gestores de empresas, recomendamos a utilização de ferramentas eficazes de análise de perfil psicológico durante os processos de preenchimento de vagas relacionadas com cargos de liderança.
Às pessoas que se observam demasiadamente críticas e negativas, recomendamos buscarem ajuda em ciências comportamentais comprovadamente efetivas, como Terapia Cognitiva e Programação Neurolinguistica.
E essas são algumas das razões pelas quais os nossos cursos de liderança, vendas e relacionamento interpessoal são recheados de reflexões e recursos voltados para o autoconhecimento e autodomínio dos próprios pensamentos.
Uma excelente (e positiva) semana a todos!!!!
Maurício Magagna