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Segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Vencendo as Resistências

Nos seis últimos artigos abordamos a direção que as Organizações devem adotar para crescerem de forma estruturada e segura.

Recomendamos a seguinte ordem de prioridade:

  • Organizarem o tático (gerenciamento das rotinas e gerenciamento dos projetos);
  • Para depois se preocuparem com o estratégico (metas e macro diretrizes).

Afirmamos que tanto para as rotinas quanto para as diretrizes existem algumas ferramentas muito simples de serem utilizadas, mas muito poderosas para a condução dos processos de melhoria e crescimento.

Enfatizamos a necessidade de muito propósito e muita disciplina para o sucesso desses programas.

Mas existe o outro lado do problema: a qualidade das pessoas que compõem a sua equipe de gestores.

Enquanto predomina o ambiente caótico, no qual todos gritam e ninguém parece ter razão, fica difícil a identificação dos gestores problemáticos e dos gestores comprometidos e competentes. Muitas vezes, a leitura se inverte: bons são avaliados como ruins e vice e versa.

Você já vivenciou situações na quais uma pessoa altamente crítica, cheia de idéias magníficas, ao ser nomeada para uma função de comando se perder totalmente? Isso é muito típico!

Quando se inicia a implementação de qualquer tipo de metodologia voltada para a organização da empresa, criam-se condições para que as pessoas se revelem conforme realmente são.

Através das atitudes revelam-se comportamentos que podem ser classificados nos seguintes grupos:

  • Proativos
  • Neutros, com tendência a proatividade;
  • Neutros com tendência à reatividade;
  • Reativos.

Normalmente, os proativos são minoria. Quando ações positivas começam a ser implantadas na Organização com vigor e seriedade, os neutros com tendência a proatividade seguem os proativos.

Parte dos neutros tendendo a reatividade se alinhará com o novo projeto, caso fique demonstrado que as regras são para valer.

E a totalidade dos reativos fará de tudo para sabotar o projeto, de vários modos e utilizando várias justificativas e desculpas. A mais usual é a "não tenho tempo".

E esse é o momento crucial de qualquer programa voltado para a organização de uma empresa e cujo sucesso ou fracasso dependerá da postura e atitudes do seu gestor maior.

A falta de ação perante qualquer tipo de atitude que se revele contra a nova ordem será suficiente para colocar em descrédito todo o projeto.

Tolerar atitudes de reatividade e negligência é, em termos atitudinais, declarar a todos que o projeto não é importante.

A partir desse momento, os comportamentos passam a ser:

  • Os proativos, depois de lutarem muito a favor do novo projeto se frustram e passam a desacreditar no futuro da Organização;
  • Os neutros com tendência a proatividade jogam a toalha rapidamente;
  • Os neutros com tendência a reatividade passam para o lado dos reativos;
  • Os reativos comemoram sua falsa vitória, alardeando para todos os cantos que eles tinham razão em avisar a todos que aquele "besteirol" não funciona, mas sim, o jeito que eles sempre fizeram.

Pergunto ao dirigente de qualquer tipo de Organização: Quem está do lado da empresa?

Ao serem identificados tais comportamentos, ações drásticas devem ser tomadas. Normalmente, recomendamos a demissão, com posterior comunicação a quem ficou sobre os motivos reais dessa demissão.

Infelizmente, é nesse momento que os dirigentes das Organizações fraquejam, faltando-lhes coragem e determinação para levarem o projeto até o fim. E também, é nessa hora que a 4M comunica que vai declinar do Contrato de Consultoria, pois:

  • Sabemos que o projeto não vai vingar;
  • O que seria investimento tornou-se dinheiro jogado fora;
  • Não seria íntegro da nossa parte, continuarmos executando um trabalho que já sabemos, de antemão, que não dará certo;
  • O dirigente da Organização acabará atribuindo a empresa de consultoria pelo insucesso do programa, mantendo-se no famoso "me engana que eu gosto".

É por essas razões que quando chamados para um trabalho de reestruturação de empresas, fazemos questão de alertar o gestor que está nos consultando sobre o seu real papel durante o processo e também ressaltamos sobre a nossa retirada do projeto quando verificamos fragilidades de comando.

E o nosso curso Organizando Para Crescer e Lucrar  é estruturado em dois módulos exatamente com o objetivo de demonstrar aos gestores de Organizações a exata utilidade dos conceitos fundamentais de gestão, através de exercícios de contexto real e de aplicação imediata no seu dia a dia.

Uma ótima semana!!!

Maurício Magagna

 

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